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  O vento da maldição - Em terra de sol, Gustavo Barroso usava seu fulgor verbal nessa perspectiva da seca: "Passa-se o mês de agosto, passa-se setembro, e outubro se passa. Não chove. Nunca mais chove. Em outubro nos anos bons, umas chuvas finas, que no litoral se chamam - chuvas de caju, e no sertão chuvas de rama; mas isso é falho e não passa quase sempre de uma esperança. A natureza não desabrocha um sorriso; o céu não derrama uma lágrima, o sol, refulge sempre; e a copa verde de um juazeiro ao longe, perdidas nas caatingas es- queléticas, tem um tom da raridade e do heroísmo. O sertão fica seco, nu, inóspito, quase negro; estende-se em ondulações desnudas, apontoadas de mirrados capões. O céu é ando, sem manchas - como se fôra varrido por um vento de maldição".