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  Índios famosos - Apesar da preponderância indígena, na formação racial do povo cearense, à hora de se escrever a história, os nomes de suas lideranças maiores raramente são considerados com os destaques merecidos. O pódium da história nunca é reservado aos negros ou aos índios. Só aos brancos. São eles que a escrevem... E tivemos índios famosos, a quem o Ceará muito deve. Citar alguns, é a tarefa que se segue: Diabo Grande (Juruparaçu): Dominava áreas dos atuais municípios de Ubajara e Ibiapina. Resistiu a colonização pretendida por Pero Coelho, em 1603, mas, derrotado, passou a colaborar. Foi quem fez o enterro do padre Francisco Pinto, após o seu assassinato. Legendário chefe da nação tabajara. Diabo ligeiro (Carapecu): Filho de Diabo Grande, "muito disposto, arrogante", segundo o jesuita pe Luiz Filgueira. Com a morte do padre. Francisco Pinto deixou o cabelo crescer e os tingiram, em sinal de luto. Mel Redondo (Irapuan): Habitante da área da hoje Viçosa do Ceará. Com Diabo Grande Enfrentou Pero Coelho. Algodão (Amanay): Chefe Potiguar, da Ibiapaba e que acolheu o pe. Francisco Pinto e Luiz Filgueira. Rebelar-se-ia e passou a ajudar os holandeses. Com a expulsão desses últimos, mudou-se para Camocim, onde mais rebelde ficou. Paraupaba: Cacique que jurava, para os holandeses a existência das minas de Itarema (Taquara). Francisco Caraia. Guia dos holandeses na busca da prata de Itarema. Mandiocapuba: Um dos 200 índios flecheiros (1603) que que acompanharam a entrada de Pero Coelho no Ceará. Gonçalo: Acompanhou o capitão Simão Nunes e 18 soldados, quando, cansados de esperar pela volta de Pero Coelho da Paraíba, desistiram da empreitada colonizadora. Ubauna: Aprisionado por Pero Coelho. Companheiro de Diabo Grande e Mel Redondo. Cobra Azul: "insidioso cacique", segundo o pe. Luiz Figueira, que aliás o hospedou após o escapar do massacre índio, no qual morreu o Pe. Francisco Pinto. Cobra Azul (Filho): Diferente do pai. Benquisto de todos. Milho Verde: Contemporâneo de Cobra Azul, como ibiapabano. Índia Maria de Oliveira: Ligada a história de Baturité, incumbida de dar aulas de costura e confecção de rendas na primeira escola fundada naquele município. Amarani: Líder dos índios caucaias e que muito ajudou a catequese jesuítica naquela região. Jacó: índio que tinha uma grande veneração por São Benedito, festejava anualmente, daí vindo o nome do atual município. Felipe Camarão: Prestou muito ao Brasil na luta contra os holandeses. Era filho de Viçosa do Ceará.